Nós, da equipe anota, conseguimos um entrevista com a Jornalista da Rede Record, Thaís Furlan. Mas deixemos que ela mesmo nos conte mais um pouquinho da sua vida..
1. Nome, idade e profissão.
Thais Furlan Rodrigues, 30 anos, trabalho como jornalista há 9.
2. Qual é exatamente a área em qual vc trabalha dentro do Jornalismo?
Sou repórter de televisão, trabalho no Jornal da Record. Na próxima semana embarco pra Inglaterra. Vou ser a nova correspondennte da Rede Record em Londres.
3. Por que escolheu o jornalismo como profissão? Quais as influências, positivas ou negativas, que te impulsionaram para o mundo da comunicação?
Minha primeira escolha não foi o jornalismo. Primeiro me formei em Publicidade, Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie.No quinto semestre de curso fui estagiar na TV Mackenzie, não na área de jornalismo. Mas no primeiro dia de trabalho vi que queria aquilo pro resto da vida. Comecei a vasculhar tudo, todas as áreas . Fui assistente de estúdio, de câmera, operadora de tp, produtora, repórter, apresentadora.... Lá aprendi demais.
Continuei a faculdade de Publicidade , o estágio na TV , e no período que sobrava frequentava um cursinho pré-vestibular pra tentar a faculdade de Jornalismo.
Passei em joralismo e durante um tempo fiz as duas faculdades.Tenho os dois diplomas em casa,mas nunca trabalhei com Publicidade.
4. De todas as matérias já produzidas por você, qual mais gostou?
É difícil escolher uma .... São várias que me tocaram, cada uma com importância diferente, mas todas especiais.
Posso citar aqui a mais marcante: a matéria que fiz no dia da posse de Barack Obama.
Agora a reportagem que mais me tocou foi sobre um rapaz surdo-mudo, morador de rua, que havia sido preso e não podia ser liberado da cadeia apenas porque não possuia documentos.
Ele havia sido preso acusado de tentativa de furto, crime que não prevê detenção para réu primário.
Acompanhei o drama do rapaz durante 7 dias. Com as matérias veiculadas conseguimos encontrar a família dele , que estava no interior de São Paulo e já não via o rapaz há 20 anos.
Ele havia fugido de casa ao 7 anos de idade . Foi vítima de maus tratos da madrasta.
Durante meu trabalho de investigação consegui gravar uma entrevista com uma testemunha que afirmou que o rapaz não era culpado de crime algum.
Veiculamos a entrevista, que foi anexada ao processo e , mais tarde, foi peça chave pra absolvição do rapaz.
Quado vi o reencontro com a família , a saída da cela, eu me emocinei bastante.
5. Sabemos que todas as profissões são feitas de altos e baixos. Qual foi a sua maior frustração dentro do jornalismo?
Ainda não tive.
6. Um jornalista precisa ser imparcial diante de suas reportagens. Você acha mesmo que existe a imparcialidade tanto dos jornalistas quanto dos jornais atualmente?
Uma matéria de qualidade tem que ser imparcial. Não há boa reportagem sem imparcilaidade.
Tenho isso como premissa pra qualquer pauta. Mais do que uma postura na profissão, pra mim isso é questão de ética e caráter.
Pra mim sempre deu certo. Nunca fui pressionada a agir de forma contrária.E isso me deixa em paz.
Mas é muito triste observar como alguns veículos, como todos sabem , estão completamente contaminados.
7. Como foi 'participar' da entrada de Obama no governo americano?
Foi simplesmente espetacular. Fui pros Eua antes da eleição e pude acompanhar boa parte desse processo eleitoral que ganhou as manchetes de todo o mundo. Acompanhei o dia do voto ( exatamente ao Lado do candidato republicano Jonh McCain) , a festa da vitória de Barack Obama, o discurso de derrota de McCain , a comoção no país, os preparativos pro posse histórica. Naquele dia comecei a gravar duas da manhã, quando Washington já estava tomada pela população.Foram horas e horas de entrevistas, de registros que jamais vou esquecer.
Pois é galera.
Essa foi a nossa entrevista com Thaís Furlan.
Esperam que tenham gostado.
beeijoo's